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O que é ser plantonista: sempre à disposição

O que é ser plantonista: sempre à disposição

A profissão de médico é quase sempre associada ao glamour das roupas brancas ou aos grandes cardiologistas e neurocirurgiões, mas o que quase ninguém lembra é que, antes de alcançarem esses postos mais altos, eles tiveram que aprender o que é ser plantonista.

O plantão é uma atividade realizada, em geral, por profissionais em início de carreira e que estão buscando um lugar ao sol, mas também pode ser realizada por médicos mais experientes.

Horários puxados, prolongados e fora da rotina fazem parte daquilo que compõe o que é ser plantonista, além de outros fatores, como a pressão, o estresse e o cansaço acumulado após horas e mais horas de atendimento ao público.

A rotina da incerteza

Quando o profissional aceita realizar plantões, ele se prepara para entrar em uma rotina na qual a previsibilidade não foi convidada. O plantonista deve estar preparado para ser chamado a qualquer momento e trabalhar até a hora que for necessário, não importa se à noite, no fim de semana ou no feriado. Inclusive são nesses períodos em que alguns tipos de ocorrências acontecem com mais frequência.

Uma experiência para a vida profissional

O atendimento ambulatorial ou em consultório é de grande valia para o médico e sua formação e experiência. Mas, para se ter contato com todo o tipo de casos e ser realmente testado, só quem já aprendeu o que é ser plantonista sabe de verdade.

O plantonista trabalha, muitas vezes, sem se alimentar direito, devido ao tempo escasso e pode fazê-lo por muitas horas sem descansar, o que coloca toda a sua capacidade em teste. “Sobreviver” aos plantões pode significar um acréscimo de experiência que o profissional carregará para toda a vida.

Apesar disso, muitos médicos iniciantes estão rejeitando ou evitando essa atividade. A justificativa por parte de muitos deles é a de manter a qualidade de vida ante a realidade exaustiva que envolve o que é ser plantonista.

Por esse motivo, muitos médicos têm se indisposto com a administração dos hospitais. Eles consideram que seus empregadores abusam das escalas, aproveitando-se do compromisso dos profissionais em salvar vidas.

Os hospitais, por outro lado, acusam os médicos de não estarem interessados no trabalho real, querendo apenas realizar as rotinas mais fáceis e tranquilas. Ainda há muito o que se discutir e, claro, não se pode generalizar nenhum dos dois casos.

Das obrigações e dos direitos

A profissão de médico é regulamentada pela CLT e tem, portanto, uma série de deveres e direitos contemplada em suas páginas. Apesar disso, alguns plantonistas acabam trabalhando sem uma definição clara de horários, agenda e até salário.

A lei diz que é considerado plantonista o trabalhador que faz uma jornada de pelo menos 12 horas e entende que existe o vínculo empregatício entre o hospital e o médico, estando o hospital responsável por todos os direitos trabalhistas, assim como em qualquer outra contratação registrada em carteira.

Dessa forma, é preciso que exista uma escala de trabalho pré-determinada para que fique claro o que é ser plantonista. Caso contrário, o profissional pode ser considerado de sobreaviso, já que estaria à disposição do hospital em qualquer dia e horário, devendo receber devidamente por isso. A definição de uma escala de trabalho com clareza também é importante para que as horas extras sejam devidamente computadas após o término do período determinado, caso o plantonista continue a trabalhar.

O fato de haver uma escala também não exclui o empregador da obrigatoriedade de pagar adicional noturno para os profissionais que exerçam a sua função entre as 22 horas e as 5 da manhã, como previsto pela CLT.

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